quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Feliz Natal

Aqui têm Feliz Natal nas seguintes línguas: português, inglês, francês, afrikaans, árabe, mandarim, croata, checo, dinamarquês, grego, alemão, japonês, espanhol, italiano, havaiano, russo e hebraico.

FELIZ NATAL

MERRY CHRISTMAS

JOYEUX NÖEL

GESEËNDE KERSFEES

MILAD MAJID

SHÈNGDÀNJIÉ KUÀILÈ

SRETAN BOZIC

PREJEME VAM VESELE VANOCE

GLÆDELIG JUL

KALA CHRISTOUYENNA

FROEHLICHE WEIHNACHTEN

MERII KURISUMASU

FELIZ NAVIDAD

BUON NATALE

MELE KALIKIMAKA

S ROZHDESTVÓM

CHAG SAMEACH

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

MY SISTER'S KEEPER

EDIÇÃO PORTUGUESA: Para a Minha Irmã (Civilização)
AUTORA: Jodi Picoult
EDITORA: Hodder
ANO: 2004
PÁGINAS: 432

Este é o primeiro livro de Jodi Picoult que eu leio e, devo dizer, a impressão não é das melhores.

Temos Anna, a menina de 13 anos que foi concebida com as características genéticas específicas que lhe permitem salvar a vida da irmã com leucemia. Ela não quer continuar a ser um “apêndice” da irmã e contrata um advogado para pedir a emancipação médica.

Temos Kate, a irmã doente que não pode controlar o que os outros decidem ser melhor para ela. Ela quer morrer, precisamente porque não aguenta viver assim.

Temos Sara, a mãe que, ao dedicar todo o seu tempo a fazer de tudo para salvar a vida de uma filha, se esquece de ser uma mãe para os outros dois.

Temos Brian, o pai dividido entre o amor que deve a cada uma das filhas. Ele quer salvar Kate, mas também quer compreender Anna.

Temos Jesse, o irmão mais velho, completamente ignorado por quase todos e que se transforma num delinquente numa tentativa desesperada de chamar a atenção.

Temos Campbell, o advogado contratado por Anna, que se vê a braços com uma situação que o obriga a confrontar os seus próprios fantasmas.

E temos Julia, nomeada pelo tribunal para zelar pelos interesses de Anna, uma mulher que, tendo sido ferida por um primeiro amor falhado, é obrigada a revivê-lo.

São estas sete personagens que Jodi Picoult escolhe para narrar MY SISTER’S KEEPER e o problema começa precisamente aí. O uso de um narrador de primeira pessoa exige algum cuidado; é preciso saber bem o tipo de pessoa que a personagem é, o vocabulário que usa. Usar sete narradores de primeira pessoa exige sete vezes mais cuidado e Picoult não o tem: ela põe uma rapariga de 13 anos e um homem de 40 e tal a falar e agir da mesma forma; vemos uma dona-de-casa e um advogado, pessoas de extractos sociais diferentes, com um vocabulário semelhante. Atrevo-me mesmo a dizer que, se o nome do narrador não fosse indicado no início de cada capítulo, teria tido uma certa dificuldade em saber quem era. Este aspecto tira realismo e veracidade ao romance, contribuindo para algum distanciamento entre leitor e personagens.

Um outro aspecto que me desagradou bastante (e, segundo as opiniões que tenho lido, não foi só a mim) foi o final. Depois de tantas zangas e lutas judiciais, temos um final totalmente anti-climático e completamente irrealista. Não gostei.

MY SISTER’S KEEPER coloca várias questões e dilemas morais. Estará certo conceber um filho para salvar a vida de outro? Estará certo sacrificar um filho (ou mais que um) para fazer aquilo que achamos ser melhor para outro? Até que ponto é que os pais devem ter o poder de fazer escolhas pelos filhos? E será que sabem sempre o que é melhor, ou são inevitavelmente influenciados pelos seus sentimentos? A resposta a todas estas questões deixaria adivinhar um livro muito interessante. Infelizmente, Picoult escolhe contar esta história de uma forma mal estruturada e sem a profundidade exigida. Depois de ter colhido tantas opiniões favoráveis acerca dos livros da autora, não posso deixar de ficar um pouco desiludida.

CLASSIFICAÇÃO: 5/10

"Small tumblers in this puzzle begin to hitch for me. Traditionally, parents make decisions for a child, because presumably they are looking out for his or her best interests. But if they are blinded, instead, by the best interests of another one of their children, the system breaks down. And somewhere, underneathall the rubble, are casualties like Anna."

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

O ANO TEM DOZE HOMENS

AUTORA: Martina Paura
EDITORA: Asa
ANO: 2005
PÁGINAS: 400

O ANO TEM DOZE HOMENS é o primeiro romance da escritora alemã Martina Paura. Pia Herzog é astróloga e escreve horóscopos para a XX, uma revista feminina. Insegura e um pouco neurótica, Pia tem uma discussão com o namorado, Stefan, que a deixa para começar uma relação com outra mulher (para piorar a situação, essa outra mulher é a chefe de Pia). Furiosa e despeitada, Pia faz uma aposta com Tanja, a melhor amiga: durante um ano Pia vai ter relações sexuais com um homem de cada signo, não se podendo apaixonar e tendo que acabar a relação logo depois do acto sexual. Algo que parece fácil de início, torna-se uma tarefa complicada, pois alguns dos homens são bastante apetecíveis. Aquilo que começa por ser uma aposta resultante de um coração partido, torna-se num processo de aprendizagem.

À primeira vista, O ANO TEM DOZE HOMENS parece um romancezinho de Verão, algo para ler na praia sem ter que puxar muito pela cabeça. No entanto, consegue ser um pouco mais que isso: consegue ser uma reflexão relativamente cuidada sobre o amor e as suas dificuldades no mundo contemporâneo. Pia vai percebendo que, apesar do sexo com alguns daqueles homens ser bastante satisfatório, não lhe chega para atenuar a solidão; o que o corpo faz não preenche o coração.

O humor deste livro é genuíno e consegue fazer soltar algumas gargalhadas sinceras. As personagens mais importantes são surpreendentemente complexas e estão bem desenvolvidas. Não gosto muito do final, parece-me um pouco apressado e (desculpem a expressão) lamechas. O ANO TEM DOZE HOMENS é, no entanto, uma leitura extremamente agradável e não tão light como se possa pensar.

CLASSIFICAÇÃO: 7/10

"No ano passado, planeei começar a fumar, dar uma queca com cada signo e ser uma nova pessoa. E parti erradamente do princípio de que, ao alcançar os
dois primeiros objectivos, o terceiro se iria realizar automaticamente. Mas será
que sou uma nova pessoa, só porque alterei a minha maneira de ser?"

sexta-feira, 26 de junho de 2009

OBEDIENCE

EDIÇÃO PORTUGUESA: Aula de Risco (Difel)
AUTOR: Will Lavender
EDITORA: Macmillan
ANO: 2008
PÁGINAS: 352

OBEDIENCE é o primeiro (e até à data único) livro do norte-americano Will Lavender. Numa aula de Lógica, o professor propõe um desafio aos seus alunos: encontrarem uma rapariga que havia sido raptada até ao final do período; caso contrário ela seria assassinada. Para a maioria dos alunos aquilo trata-se apenas de um exercício de lógica, mas três deles começam a encontrar semelhanças assustadoras entre a ficção do professor e o desaparecimento real de uma rapariga 20 anos antes. O jogo transforma-se numa obsessão e a obsessão transforma-se numa corrida contra o tempo. Onde está a fronteira entre a realidade e a ficção? Até que ponto estamos dispostos a ir para salvar alguém que nem conhecemos? Porque é que estamos dispostos a obedecer a uma figura da autoridade sem a questionar, indo contra os nossos instintos? E será que sabemos sempre quando estamos a ser manipulados?

A premissa deste livro é interessantíssima e bastante original. E de início consegue sustentar-se muito bem. A meio, no entanto, o autor perde-se, entrando no terreno do mirabolante e pouco credível. E o final... Bem, o final deve ser dos piores que já vi num livro (ou filme, já agora) do género; não faz sentido e torna-se naquilo que uma história de suspense nunca devia ser: melodramático. É uma pena, uma grande pena ver aquilo que parece ser uma grande história transformar-se numa história mediana.

CLASSIFICAÇÃO: 5/10

"Milgram was showing that even notions of right and wrong are meaningless when
stacked against authority. We are more obedient to another's authority than we
are to our own instincts."

sábado, 6 de junho de 2009

SLAM

EDIÇÃO PORTUGUESA: Slam- A Vida como ela é (Teorema)
AUTOR: Nick Hornby
EDITORA: Penguin
ANO: 2007
PÁGINAS: 304

SLAM, o mais recente livro do britânico Nick Hornby, o autor do famoso ABOUT A BOY (ERA UMA VEZ UM RAPAZ, em português) é um livro apaixonante sobre e para adolescentes. Aqui temos a história de Sam, um adolescente apaixonado pelo skate que um dia vê a sua vida virada de pernas para o ar devido à gravidez da namorada. Sendo obrigado a crescer mais depressa do que o normal, Sam vai aprendendo a lidar com os desafios que esta nova realidade lhe impõe e a acompanhar as rápidas mudanças trazidas por este imprevisto.

Trazendo-nos um tema não propriamente novo, Hornby dá-lhe, no entanto, uma perspectiva original: a gravidez adolescente do ponto de vista do rapaz. Com sensibilidade e o seu típico humor britânico, o autor cria uma metáfora sobre a adolescência, as suas dificuldades, as dores que traz consigo.

CLASSIFICAÇÃO: 9/10

"Anyway, it turned out that the school had just introduced a strategy for teen
pregnancies, but they had never had a chance to use it before, so they were
pleased really. Their strategy was to tell me that I could still come to school if
I wanted, and to ask me whether we had enough money. And then to ask me to fill out a form to tell them whether I was happy with their strategy."